Teste do Pezinho – Você sabia que esse é meio mais eficaz e indispensável para detectar doenças graves em recém-nascidos?

Saiba quais são as doenças que podem ser evitadas e seus sintomas preocupantes

Os filhos são uma preocupação imensa e constante para os pais desde a gestação. Vários exames pré-natais de prevenção e monitoramento são realizados e a bateria continua logo após o nascimento, e um dos mais importantes deles é a Triagem Neonatal, o famoso Teste do Pezinho. Ele é recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) desde 1960 e passou a ser obrigatório no Brasil em 2001.

A função básica do teste do Pezinho é detectar doenças raras, como as metabólicas, genéticas e infecciosas, que não são identificadas por exame clínico.

Como faz o Teste do Pezinho

Uma picadinha no calcanhar do bebê permite a coleta de uma pequena amostra de sangue – essa região é rica em vasos sanguíneo. Essa amostra é analisada em laboratório com o objetivo de detectar doenças que, se diagnosticadas e tratadas precocemente, evitam graves problemas de saúde que podem comprometer a qualidade de vida da criança.

Quando o Teste do Pezinho deve ser feito

O teste deve ser feito quando o bebê tem entre três e cinco dias de vida e, como vai avaliar o metabolismo de aminoácidos também, é importante que o bebê esteja sendo alimentado.  

O Teste do Pezinho é gratuito

Todos os bebês têm direito ao Teste do pezinho, por isso, é importante que mamães e papais fiquem atentos a sua efetiva realização. Todos os hospitais devem realizá-lo e entregar o resultado em seguida. É igualmente importante que um pediatra explique esse resultado aos pais.

Quais doenças o Teste do Pezinho pode detectar

O Teste do Pezinho (Triagem Neonatal Obrigatória) oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), inclui detecta 6 doenças:

Fenilcetonúria (PKU) –  Doença genética que não apresenta sintomas nos primeiros dias de vida, porém se não for descoberta com antecedência, dentro de alguns meses o bebê apresenta sintomas leves ou graves de deficiência intelectual, problemas comportamentais ou sociais, convulsões, alteração no crescimento, microcefalia, odor desagradável na respiração, pele e urina.

Hipotireoidismo Congênito (HC)- Doença caracterizada pela produção baixa ou nula do hormônio da glândula tireoide. Dentre os sintomas estão: dificuldade para alimentar, hipotermia (diminuição da temperatura do corpo), icterícia prolongada (pele amarelada), inchaço nos olhos, pés e pernas, distensão abdominal (barriga grande, inchada).

Doenças Falciformes (DF)- Doença genética monogênica. Causa crises de dor abdominal ou óssea recorrentes

Hemoglobinopatias, Fibrose Cística (FC)- Doença genética que se não acompanhada causa pneumonia de repetição, desnutrição, dificuldade em ganhar peso e estatura, tosse crônica, movimentos intestinais anormais, suor mais salgado que o normal, entre outros.

Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC)- Doença que incapacita a produção de cortisol, provoca deficiência na retenção de sódio podendo levar o bebê a desidratação hiponatrêmica grave, vômitos, e persistente perda de peso.

Deficiência de Biotinidase (DB) – É uma doença metabólica que se não tratada com antecedência pode desencadear diversos sintomas no bebê, como convulsões, perda da audição, problemas de fala, atraso no desenvolvimento.

Quando o resultado do Teste do Pezinho é positivo, os pais devem ser orientados sobre as ações necessárias para confirmação diagnóstica e consequente tratamento e cuidados com o bebê. Quanto mais cedo as doenças forem identificadas e tratadas, maior a possibilidade de cura.

O Teste do Pezinho tem sido bastante difundido, mas, no Brasil, as mães ainda não conhecem a fundo a sua importância para detectar doenças graves e raras, possibilitando o tratamento e cura. Os profissionais de saúde mais próximos das mães, como médicos e enfermeiros, são fundamentais na conscientização e informação dos pais a respeito do assunto.

Triagem complementar

Existe também a triagem complementar ou ampliada. Essa não é oferecida pelo SUS, não é obrigatória  e é realizada apenas por solicitação médica.

Esses testes complementares são feitos através da coleta de sangue em papel filtro, e podem detectar dezenas de outras doenças.

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